Economics

Mercado de capitais emite R$ 361,8 bilhões no 1º semestre e securitização segue em expansão

18/8/2026

Emissões domésticas cresceram 9,8% em relação ao mesmo período do ano passado; VERT realizou R$ 11,8 bilhões em emissões e ultrapassou R$ 96 bilhões em ativos sob gestão e administração.

O mercado de capitais brasileiro manteve o ritmo forte no primeiro semestre de 2026. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima),as emissões domésticas somaram R$ 361,8 bilhões entre janeiro e junho, o maior volume da série histórica e uma alta de 9,8% em relação ao mesmo período de 2025 (R$329,6 bilhões). O resultado reforça a resiliência do setor diante de um cenário econômico ainda marcado por incertezas.

A renda fixa seguiu como a principal fonte de captação das empresas, com as debêntures à frente, somando R$ 169,8 bilhões no semestre. Desse total, cerca de R$ 69,9 bilhões foram direcionados a projetos de infraestrutura.

Os instrumentos híbridos também tiveram desempenho de destaque. As emissões de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) e Fundos deInvestimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros) mais que dobraram na comparação com o mesmo período de 2025, somando R$ 47,8 bilhões, impulsionadas tanto por investidores institucionais quanto por pessoas físicas. Já a renda variável movimentou R$ 25,2 bilhões em ofertas de ações, ante R$ 3,7 bilhões no primeiro semestre de 2025. No mercado externo, o Tesouro Nacional captou US$ 14,6 bilhões, maior volume da série histórica, enquanto empresas brasileiras emitiram US$ 7,7 bilhões em títulos de dívida no exterior.

Securitização amplia participação no financiamento das empresas

Um estudo da Anbima sobre a contribuição do mercado de capitais para o desenvolvimento econômico, elaborado a partir de dados do Banco Central, mostra que instrumentos como debêntures, notas comerciais, Certificados de RecebíveisImobiliários (CRI), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e direitos creditórios de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) ampliaram sua fatia no crédito concedido a empresas não financeiras, saindo de 16% em 2017 para 31,6% em 2024. O levantamento indica um papel crescente do mercado de capitais na conexão direta entre investidores e a atividade produtiva, ao lado do crédito bancário tradicional.

Essa diversificação de instrumentos tem levado empresas a combinar modalidades com diferentes prazos, garantias, custos e níveis de risco para cada operação. Ofertas públicas com menor custo regulatório também tem ampliado o acesso de companhias de médio porte ao mercado de capitais, processo associado ao amadurecimento do setor, ao avanço de novas plataformas e ao ganho de liquidez dos ativos.

Nesse contexto, a VERT encerrou o primeiro semestre com 39 operações estruturadas, somando R$ 11,8 bilhões em volume emitido. Com isso, a companhia acumula 492 operações desde sua fundação, totalizando mais de R$ 142 bilhões movimentados, além de um montante sob gestão e administração que ultrapassa R$ 96 bilhões.

Do total emitido pela VERT no período, as debêntures representaram a maior fatia, com R$ 7,9 bilhões (67% do volume), seguidas por FIDCs (R$ 2,1 bilhões) e CRIs (R$ 1,2 bilhão). Outros instrumentos como CR, CRA, Fiagro e FIM, somaram R$ 0,6 bilhão.

Redação VERT

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