
Entenda como a Relações com Investidores gera valor em um mercado que busca cada vez mais por estruturas sofisticadas, diligência e comunicação transparente.
Nos últimos anos, o mercado de capitais brasileiro tem passado por uma transformação relevante. O crescimento no volume de emissões, a diversificação de instrumentos e o avanço regulatório têm ampliado as possibilidades tanto para empresas quanto para investidores, ao mesmo tempo em que aumentam a complexidade das estruturas. Nesse cenário, cresce também a importância de quem conecta essas pontas: o time de Relações com Investidores (RI).
De acordo com dados da ANBIMA, as ofertas de produtos financeiros no mercado de capitais em 2025 indicaram um aumento de 4,5% em comparação a 2024, considerando o intervalo entre janeiro e novembro. Referente aos instrumentos de securitização, considerando o mesmo intervalo, os FIDCs sofreram um aumento de 10,2%, enquanto os CRAs, 7,4%. Já os CRIs sofreram uma redução de 25,9%. Além disso, as debêntures não securitizadas sofreram um aumento de 6,8% em comparação ao ano anterior.
Mais do que números, esses dados refletem uma mudança importante no comportamento do mercado. Há uma busca crescente por estruturas mais sofisticadas, com lastros bem definidos e maior previsibilidade, ao mesmo tempo em que investidores se tornam mais criteriosos na análise de risco e na qualidade das informações disponíveis.
Além disso, o marco da resolução CVM 175 permitiu maior flexibilidade e oportunidades aos investidores em relação a fundos, além do reforço às políticas de governança. Com isso, nota-se um impulso o crescimento dos FIDCs, uma vez que há relevância às empresas que possuem recebíveis como capital de giro, e investidores que buscam ativos alternativos. No âmbito regulatório, os investidores e partes relacionadas estão cada vez mais diligentes em investir em estruturas de negócio claras e em conformidade. Nesse sentido, o RI é uma peça-chave na promoção de uma comunicação transparente ao ambiente externo, sustentando a narrativa interna ao mercado.
Considerando este cenário de crescimento e avanço na tecnologia e complexidade nas estruturas, a equipe de RI é responsável por transmitir confiança, assertividade e transparência para os todos investidores de forma equivalente. A experiência do investidor também é um ponto focal no que diz respeito à construção dessa confiança: um atendimento rápido e solícito constrói relacionamento. Um bom relacionamento multiáreas proporciona novas oportunidades de negócio.
No mercado de securitização, com produtos com certo grau de robustez, cabe aos especialistas multiáreas levarem o conhecimento aos stakeholders. Com o apoio da equipe comercial, estruturação e jurídica, clientes e investidores ganham um suporte completo e personalizado para desbravar diferentes estruturas de crédito. Ainda, no decorrer da operação, as equipes de gestão e RI permanecem proporcionando essa confiança, agora, em diferentes aspectos. O papel do RI é traduzir toda essa profundidade de dados, atualizações e posicionamento de maneira concisa e ágil aos investidores.
Em um mercado cada vez mais sofisticado, a confiança passa, necessariamente, pela qualidade da informação. E é nesse ponto que o RI deixa de ser apenas uma função de suporte para se tornar um elemento central na geração de valor, tanto para investidores quanto para as próprias estruturas.
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